Você já definiu seu sucessor?

11/11/2015 16:45
Nos últimos meses tenho me deparado com várias situações que levaram a pensar e refletir sobre certas organizações, suas estruturas, modelos de gestão e em específico sobre esse assunto tão delicado que é a sucessão empresarial.
Principalmente nas empresas familiares quando focamos o tema sucessão empresarial sempre ouvimos dos dirigentes que ainda é muito cedo para falar sobre isso...ou que ainda não é o momento adequado....ou ainda que daqui mais 10 ou 20 anos iniciaremos o processo de sucessão, enfim, poucas organizações estão prontas para seguir em frente sem que haja qualquer interrupção ou rompimento de processos por uma perda de um de seus dirigentes.
Um case que podemos citar de uma empresa que estava preparada e tinha não somente um sucessor definido, mas, sim vários sucessores, cada um com seu cargo, sua função, suas metas, objetivos, suas estratégias, bem traçadas e bem definidas, ou seja, a empresa não dependia apenas de um líder, por mais importante que ele fosse. Estou me referindo à TAM, que em pleno crescimento e quando alcançava o auge perdeu seu líder, Comandante Rolim, empresário de sucesso, que defendia uma aviação forte, inclusive com fusões entre empresas, já havia tentado uma fusão entre a TAM e Transbrasil que não se concretizou, tinha o pensamento inovador, homem forte de marketing e por todo esse sucesso sua empresa em junho de 1997 recebeu, pela terceira vez, o Prêmio Maiores e Melhores, da revista "Exame", na categoria de melhor empresa do ano. O prêmio Revista Aero Magazine foi entregue a Amaro como Personalidade do Ano e à TAM como Empresa Aérea do Ano de 2000.  Em poucas palavras podemos resumir toda a visão do Comandante Rolim, não somente na parte do empreendedorismo, mas, na forma de preparação de sua empresa para que ela fosse feita para durar, uma empresa que fosse muito além de sua existência, uma empresa que pudesse ser centenária. Poderia citar inúmeros cases de sucessos e insucessos também, outro case de sucesso que gosto muito é das Organizações Globo, mas não vou me deter muito, pois prefiro àqueles relacionados nossa área do turismo/aviação.
 
 Nos últimos anos presenciei várias agências de viagens aqui em Brasília que tiveram o dissabor de encerrarem suas atividades por esse motivo, de não ter preparado um sucessor que pudesse dar continuidade à trajetória da empresa. Segundo estudos (Lodi)  50% das organizações empresariais morrem na passagem da primeira para segunda geração e 34% da segunda para terceira geração.
 
 A transição precisa ser planejada tanto na formação profissional do sucessor, como também a inserção do mesmo na empresa. É importante que o sucedido acompanhe o sucessor na empresa e vá gerando empoderamento e autonomia do sucessor nas decisões. Caso esse momento não consiga fluir, faz necessário a presença de um terceiro para apoiar o processo. Esse terceiro poderá ser um outro familiar, um consultor, um especialista no negócio ou até mesmo um gestor que possua bons conhecimentos de todos os processos da empresa, o mais importante é que esse individuo possua legitimidade perante os familiares para que possa intervir e mediar este momento.
 Essas são apenas algumas dicas para que sua organização inicie o quanto antes possível o processo de formação de sucessores para que seja não somente uma empresa de sucesso, mas, além de tudo uma empresa feita para durar.

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