Artigo Eliomar Gonçalves: E agora, como ficam minhas férias???

16/12/2015 09:54
Aconteceu no mês de dezembro anúncios de pacote de medidas econômicas da Presidente Dilma que certamente impactarão mais uma vez em todos os setores da economia e principalmente no nosso setor de turismo/lazer.
 
Dentre as nove medidas principais, temos o adiamento do reajuste dos salários dos servidores públicos e a suspensão dos concursos públicos. Ora, Brasília, a Capital Federal é movimentada economicamente justamente pelos servidores públicos, tanto federais quanto do Governo do Distrito Federal, então vamos acordar,  não podemos mais querer esconder o sol com a peneira, como diria meu pai, a crise chegou e atingiu todas as classes sociais, basta dar uma voltinha no shopping e observar o movimento nas lojas, os consumidores cortaram os gastos.
 
Bem, eu havia conversado com várias pessoas e o que muitas falaram é que nesta alta temporada não iria haver viagem de férias. Natural essa atitude enquanto o país passa por uma das piores crises, inflação em alta, dólar elevado, juros em níveis galopantes, inadimplência crescente, assim como número de pessoas negativadas e o pior de tudo, o temor diário do desemprego. Nesse cenário obscuro, somado às incertezas e inseguranças as pessoas procuram ser mais cautelosas com os gastos e isso inclui especificamente VIAGENS.
 
As indústrias de lazer, turismo, cosméticos, beleza, entretenimento são as mais atingidas nesse primeiro momento da crise, quando os supérfluos são cortados de imediato das despesas familiares.
 
Para aqueles que se lembram, no fim do ano de 2014 escrevi um artigo falando que em 2015 teríamos um ano muito difícil para as agências de viagens e todas as projeções que tivemos se confirmaram. Gostaria muito neste início de ano de prever um ano de 2016 diferente para nosso setor, mas, infelizmente as perspectivas são piores do que 2015, 
podemos arregaçar as mangas e trabalhar muito, porque teremos um ano mais difícil ainda e passaremos por maiores obstáculos.  
 
E o que fazer então nesse momento de tamanha crise? Que as empresas aproveitem esse final de ano para fazerem o mesmo que as famílias estão fazendo, reduzir seus custos, rever suas despesas, cortar os supérfluos, além do mais, fazer uma reserva de caixa, juntamente com as demais ações, ajudarão atravessar a crise, deixando muito mais preparadas as empresas que assim agirem do que àquelas que continuarem achando que estão em céu de brigadeiro.
 
Desejo a todos os leitores do Voenews um 2016 repleto de paz, saúde, harmonia, prosperidade e muito sucesso. Que o amor do menino Jesus esteja em cada coração.
 
Eliomar Silvério Gonçalves
 
Voenews

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